• Driele Quinhoneiro

A força do Viver

“A força do Viver” é o título do texto que vem enquanto lavo louça no mini retiro. Junto com isso uma risada ao lembrar que esse é um nome típico de novelas da TV. Essa força do viver me atingiu em cheio em uma dessas aulas de observação de plantas, o que na época eu nomeei de “esforço do viver”. Naquela aula estava contemplando uma flor tão frágil e pensei porquê tudo aquilo se talvez ela nem crescesse, algo como um desperdício. Naquele momento, influenciada por um fechamento do coração e um ano pandêmico, viver soava forçoso e ao mesmo tempo parecia que eu gostaria saber se o esforço valeria a pena, para então florescer.


Semanas depois eu iniciava um mini retiro e nos últimos retiros tenho feito um mergulho para as memórias do passado e de cenas de quando eu era bem pequena. Nesse retiro vou um pouco antes, para o útero de minha mãe e fico sempre me questionando qual seria o propósito de tantas lembranças, já que algumas me trazem sofrimento.


A resposta vem em uma sessão noturna, com uma prática de bondade amorosa em que me conecto com a força do viver, não era um esforço e sim uma potência, ali eu era apenas um embrião e depois um bebê se formando e expressando a força natural “EU ESTOU VIVA”. E não é a MINHA força do viver e sim algo compartilhado. Se olharmos em volta essa força está em todos os lugares. O que mais estaríamos fazendo senão ir em direção à vida?

A força do viver preenche todo o meu corpo e traz alegria e contentamento. Essa força do viver me instiga a levantar cedo e meditar por 45 minutos em um domingo, não porque estou esperando um resultado lá na frente, mas porque meditar é uma das formas que eu conheço de ir em direção à vida.


Eu quis viver desde o começo e o que eu poderia fazer com toda essa vida? Convido essa pergunta a habitar meus primeiros pensamentos quando acordo “Hoje o que vou fazer com a vida preciosa?”


Por Driele.

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